Tipicamente, quando passamos uns dias na terra que nos viu crescer, encontramos sempre alguém que nos recorda que o tempo passa e que deixa marcas. Este fim de semana não foi exceção.
O primeiro momento estranho do dia foi entrar num posto de gasolina a que raramente ia e ser servida por uma rapariga da minha idade cujas feições não me eram estranhas, mas que o tempo endurecera. Olhei para o dístico que trazia ao peito e percebi quem era e que tínhamos andado no mesmo ciclo preparatório. Na altura ela não me tratava nada bem e dava-se com os rebeldes da escola. Agora ali estava na caixa de um posto de abastecimento, simpática (não se deve ter lembrado de mim), com uma menina linda de uns 3 ou 4 anos, com traços muito semelhantes, a brincar sossegada junto a si. Senti-me uma miúda!
Segundo momento do dia foi encontrar a minha professora de piano no supermercado, após uns 6 ou 7 anos sem nos vermos. Depois de uns momentos de conversa ela olha para mim e diz-me "tens o mesmo ar de menina"! Ora, isto no topo dos meus 28 anos só pode ser bom ( que Deus me conserve assim), mas mais uma vez fiquei com a sensação de ainda ser uma miúda.
Terceiro momento, encontrar o meu vizinho pouco mais velho que eu e com quem eu andava de bicicleta na meninice e ver que está um homem, trabalha na Bélgica, tem uma filha de 2 ou 3 anos e fala em casar. Enfim, senti-me a miúda do tempo da bicicleta, embora ele me perguntasse por onde já tinha andado nessa Europa e se já mandava no banco.
Como se não bastasse tudo isto, no FB vejo que um grupo de amigas da faculdade se reuniu numa animada noite no Urban, onde estive pela a última vez em 2009. Todas solteiras, em diversão! Faltavam lá as casadas e à espera de filhos. E eu, embora solteira!
Sem dúvida, uma miúda!
sábado, 20 de julho de 2013
Miúda
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