sábado, 1 de fevereiro de 2014

Sim, finalmente, perdoei-te

Eu sabia que ia mudar... que me ia confrontar com problemas existenciais, mudanças de vontades, desafios inesperados.
Eu sabia que havia algo dentro de mim que ainda não estava (poderá nunca estar) consolidado, levando-me a estados de humor voláteis e por vezes incompreendidos.
Eu sabia que ainda me estava a testar, a conhecer, a descobrir e que o que afirmava serem certezas podiam ser apenas esperanças.
Sabia isto tudo e sabia que te queria a ti ao meu lado para todas estas conquistas individuais, numa maturação conjunta.
Quiseste tu que fosse a tua ausência e a tua maldade e a tua cobardia que abalassem mais os meus alicerces e que me obrigassem a conhecer-me mais rapidamente para me conseguir reerguer.  Que fossem outros a acompanhar-me. Que acabasse por te ficar grata por teres saído da minha vida.
É tão estranho o sentimento... sinto finalmente a libertação do perdão... a ti e a mim.
Sinto finalmente que eu teria sido feliz contigo porque seria sempre a dona da minha felicidade, construindo algo que só eu saberia o sentido. Ironicamente, é provável que nunca viesse a sentir vontade de te agradecer como sinto hoje.
Hoje percebo isso... começo a descobrir o que me faz feliz realmente e como é fundamental que alguém a meu lado queira a minha felicidade como parte da sua felicidade.
E agradeço-te... sim, perdoo-te... mas não te quero na minha vida... a tua felicidade ou infelicidade já nada diz à minha.

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