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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Pronto, fiz m€rd@...

A vida massacra uma vez e pensamos que aprendemos.
O problema é que quando nos magoam deixam nódoas negras difíceis de curar. E se a vida nos volta a massacrar, podemos gritar mais depressa e mais alto com as dores, sem pensar friamente no que está a acontecer.
Enfim, para erro igual em pessoas diferentes a reação pode ser diferente. Mas a reação a um momento fraqueza nosso nunca é boa... especialmente se acabamos por descobrir uma fraqueza da outra pessoa.
Quando se trai a confiança "ao mesmo tempo", os dois ficam absurdamente magoados. Seria lógico que curassem as feridas no amor, se ele existir.
Poderão voltar a confiar plenamente um no outro. Se não mudarem as atitudes e ações, então não.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Sim, finalmente, perdoei-te

Eu sabia que ia mudar... que me ia confrontar com problemas existenciais, mudanças de vontades, desafios inesperados.
Eu sabia que havia algo dentro de mim que ainda não estava (poderá nunca estar) consolidado, levando-me a estados de humor voláteis e por vezes incompreendidos.
Eu sabia que ainda me estava a testar, a conhecer, a descobrir e que o que afirmava serem certezas podiam ser apenas esperanças.
Sabia isto tudo e sabia que te queria a ti ao meu lado para todas estas conquistas individuais, numa maturação conjunta.
Quiseste tu que fosse a tua ausência e a tua maldade e a tua cobardia que abalassem mais os meus alicerces e que me obrigassem a conhecer-me mais rapidamente para me conseguir reerguer.  Que fossem outros a acompanhar-me. Que acabasse por te ficar grata por teres saído da minha vida.
É tão estranho o sentimento... sinto finalmente a libertação do perdão... a ti e a mim.
Sinto finalmente que eu teria sido feliz contigo porque seria sempre a dona da minha felicidade, construindo algo que só eu saberia o sentido. Ironicamente, é provável que nunca viesse a sentir vontade de te agradecer como sinto hoje.
Hoje percebo isso... começo a descobrir o que me faz feliz realmente e como é fundamental que alguém a meu lado queira a minha felicidade como parte da sua felicidade.
E agradeço-te... sim, perdoo-te... mas não te quero na minha vida... a tua felicidade ou infelicidade já nada diz à minha.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Perdão divino

Hoje assisti a uma missa de corpo presente.Há um ano que não assistia a uma missa.
Há um ano criei em mim um sentimento negativo em relação à igreja e afastei-me. Condenei o facto de alguém que me magoou e traiu a minha confiança ter sido tão facilmente aceite pelos homens da igreja. Ao mesmo tempo, senti-me pouco digna por não conseguir dar a outra face e perdoar assim.
Hoje voltei a sentir tudo isto e senti vontade de perdoar e voltar a falar com a pessoa. Seria humilhante, seria dar-lhe uma vitória ou libertá-lo de um peso e ele não é merecedor. Seria perder mais que ganhar, pois não tenho muito a ganhar com esta pessoa a não ser a tranquilidade de ser capaz de perdoar. Jesus Cristo certamente perdoaria e aceitaria a sua amizade, mostrando a sua superioridade de carácter e o seu amor. Mas eu sou pecadora. Não consigo.
Contudo senti vontade de voltar a deixar entrar Deus na minha vida e confiar-lhe o meu caminho.
Tenho tantas pedras à minha frente... E esta missa foi tão reconfortante....