O meu pai pôs há pouco uma música a tocar que é linda, que desde sempre fez parte da minha playlist e que ficará para sempre ligada a um momento tão revelador como o dia em que percebemos que o Pai Natal não existe: o dia em que descobrimos que a nossa vida dava um filme mas que, quando mais desejamos um final épico e feliz, é mais provável que as coisas não corram como nos filmes.
Assim à distância no tempo, o momento era dramático e a solução proposta por uma mente tão romântica como eu não poderia falhar. A música traduziria a minha dor e a dúvida e depois de a pessoa a quem a dirigi a ouvir não haveria maneira de não se render ao amor e corrigir todo o mal feito.
Mas a música "I don't wanna talk about it" não teve o efeito desejado, pelo menos não duradouro o suficiente, e aqui entra a velha teoria do Rui Veloso, "não se ama alguém que não ouve a mesma canção".
Eu sei que é ingénuo achar que uma música poderia mudar acontecimentos e sentimentos humanos em momentos críticos e que dependem de motivações, princípios e valores e não da sonoridade e experiência de vida de terceiros transmitida através poemas musicais.
Mas compreendam... em outros namoros princípios e fins tinham tido uma banda sonora própria. Naquele momento, com uma relação ainda mais séria (demasiado certamente) a música deveria ser um catalisador do amor.
Mais uma vez é bom olhar para trás e apreciar a cena em vez que me massacrar com ela. Não que tenha sido pouco sério ou que eu não tenha noção do ridículo. Apenas acredito que esta é uma boa história para contar aos netos e que a vida já continuou, com as devidas lições aprendidas.
A música continua a ser linda... não devo voltar a usá-la.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Finais felizes
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Não ser especial...
Apesar dos miminhos que recebeste dos teus pais, apesar de teres amigos que se riem das tuas piadas e apesar de já teres passado por muita coisa… não caias em ilusões: tu não és especial. Não és especial porque andaste naquela universidade ou tens aquele trabalho. Não és especial porque tens boa aparência ou porque há alguém que gosta de ti. És apenas mais um em 7 biliões, por isso escusas de andar por aí como se o mundo te devesse alguma coisa. Essa cara de vinagre fica-te mal, e esse ar só estraga o ânimo à malta. A sociedade não te deve um trabalho, a família não te deve uma casa e os teus amigos não te devem atenção. Nada disso: o mundo não te deve nada, és tu que deves muito ao mundo. Deves ao mundo o teu tempo, energia e inteligência. A tua melhor intenção e o teu melhor empenho. Trabalhar porque acreditas que o teu trabalho é importante, não porque tens um estatuto a manter. Estudar pelo entusiasmo de aprender e não apenas para passar nos exames. Namorar porque adoras a pessoa que está contigo, não porque não aguentas estar sozinho. Viajar porque queres viajar, não para teres fotografias para mostrar. Cuidar bem dos outros porque queres o bem deles, não para provares que és bonzinho. Podes tentar fugir disto, claro. Podes ficar escondido atrás das cortinas e lamentar-te de todas as dificuldades que tens pela frente. Podes ficar à espera que alguma coisa te venha salvar…mas no fim tens apenas que decidir uma coisa: o que vais fazer com cada hora do teu dia? O que raio vais fazer da tua vida? O mundo precisa de ti. E tu precisas de viver o melhor que tens. A tua vida é demasiado importante para depender de te sentires especial. O caminho vai ser longo e difícil. Vais ser criticado e vais falhar… mas se apesar de cada falhanço, cada crítica e cada sofrimento continuares a dar o teu melhor… então é porque te tornaste em alguém especial.Aqui... http://inesperado.org/2013/12/17/tu-nao-es-especial/
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Borboletas na barriga é...
-Que farias se ganhasses 100 mil €?
-Casava-me contigo!
sábado, 16 de novembro de 2013
Amor é...
Sempre entendi as relações amorosas como sendo algo evolutivo. Comece em paixão ou amizade, acredito que o amor é a evolução natural quando nos sentimos atraídos inicialmente e nos sentimos bem com a outra pessoa no dia a dia, comungamos de princípios e valores e nos completamos com o outro.
É natural numa relação amorosa projetarmos o futuro a dois, imaginarmos como a vida pode ser construída, como serão os bons e os maus momentos, as rotinas e as aventuras. A meu ver, se não houver projeto de vida a dois pouco haverá de amor na relação. Esse projeto tem de existir e tem de ser capaz de dar espaço a cada um individualmente, mas com uma linha limítrofe que é a sua relação de partilha a dois.
Também é verdade que quando amamamos esperamos tudo do outro e em conceitos opostos: a chama de amante com a paciência de amigo, o abraço protetor com a visão aventureira da vida, a independência nas decisões mas constrangida pelos limites da relação. Não é fácil, especialmente porque também nós evoluímos e podemos querer coisas diferentes em momentos que outro não está preparado para dar.
Por outro lado conhecer bem demais o outro pode levar à saturação, à perda de interesse, à necessidade de procurar algo novo. É importante nessas fases inovar com a pessoa amada, na intimidade, no tempo a dois, nos desafios conjuntos, conscientes de algo possa não estar bem mas focados no que já existe a dois.
Para se estar numa relação não podemos necessitar dela. Temos de a desejar e de lutar por ela, com paciência, com ponderação, com atenção em si mesmo e no outro, com sentido crítico... Mas também com alguma loucura, e, se inicialmente presente, com lembranças da paixão que pode esmorecer mas nunca acabar.
Curiosamente, talvez o segredo de um amor profundo esteja na paixão; em procuramos apaixonarmo-nos todos os dias pela pessoa que amamamos e deixarmos durar o encantamento.
domingo, 20 de outubro de 2013
Posso não gostar das minhas fotos...
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Ai beleza, a quanto obrigas!
Sempre achei que o Ser Humano deve considerar-se em permanente transformação e aperfeiçoamento. Sempre quis aperfeiçoar-me física e mentalmente. Umas vezes porque não me sentia bem na minha pele, outras por pressão, outras por medo de perder a aceitação conquistada. Embora em constante aperfeiçoamento, cheguei a uma fase de satisfação comigo mesma, física e mentalmente (pese embora a corrida me pudesse ajudar a ter uma silhueta mais fina do que aquela que a constituição de massa me está a dar).
Estupidamente começo a não gostar de me ver nas fotos. Não que antes gostasse muito. Nunca me achei fotogénica, mas volta e meia encontrava uma ou outra foto engraçada). Agora tenho a sensação de que a idade me está a endurecer as feições, não tenho sex appeal e há qualquer coisa que não me atrai.
Não sei se é a roupa (same old style), se é o cabelo (qual Eva no Paraíso e que nunca consegui pentear), a maquilhagem (que nunca soube fazer mais do que pôr base, blush e máscara)... Vejo-me boring!
Espero que esta não seja o sentimento das pessoas que veem as minhas fotos e me veem no dia a dia. Não porque a opinião dos outros conte mais que a minha, mas porque quero ter sempre uma imagem fresca, bonita, atraente, que inspire outras mulheres.
Não sei bem o que fazer... Talvez usar Photoshop antes de publicar no FB. :p
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Desintoxicação digital
Vou começar um processo de desintoxicação digital, principalmente do Facebook! Dizem que os índices de felicidade estão negativamente correlacionados com a frequência. Confesso que me agrada muito a quantidade e a rapidez da informação que me chega via FB, permitindo-me não só acompanhar a vida de amigos que estão longe e/ou com quem não tenho contacto todos os dias mas também ter conhecimento de muitos artigos, estudos, objetos, eventos, etc.. Mas também deteto coisas menos boas e que me magoam. E confesso que há momentos em que certas evoluções na vida dos outros me deixam a pensar na minha.
Aceito que este último sintoma não é saudável... Vou ter de aprender a passar os tempos mortos sem me socorrer do FB.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Pronto
Porque não sou mulher de invejas, fiz duas grandes aulas de surf este fim de semana. Devo dizer que já faço um excelente take off. Falta apanhar ondas sozinha e comandar a prancha uma vez lá em cima.
Na tarde de sábado, não aguentava com uma gata pelo rabo. Ainda comprei um fato e desci até à Foz do Lisandro a armar-me em surfista. Rapidamente percebi que bom, bom era dormir hora e meia.
Domingo mal me mexia, mas cheia de espírito e com fato novo lá fui!
Adorei! E cheguei à conclusão de que poderei demorar uma vida, mas vou mesmo conseguir surfar! :)
domingo, 4 de agosto de 2013
Qual a melhor forma de terminar um namoro?
Fazendo um pedido de casamento!
Li isto no FB de uma amiga de Erasmus que anunciou assim ao universo de amigos o seu noivado.
É engraçado verificar o que este tipo de frases provoca em mim. Por um lado o facto de já ter vivido isto uma vez, faz-me sentir uma certa nostalgia. Depois vem a esperança de poder vir a vivê-lo outra vez daqui a uns tempos mais ou menos longínquos. Mas o melhor é verificar que apesar de ter sentido tudo verdadeiramente no passado, não existe mágoa por ter corrido mal e só me apetece sentir tudo novamente.
Pode ser a pressão de ver tanta gente a casar. Mas que se lixe...
sábado, 3 de agosto de 2013
Inveja
Por norma quando cobiço alguma coisa que alguém tem ou faz, fico feliz pela pessoa é penso no que me impede de ter ou fazer o mesmo. Por norma vou à luta pois se tanto invejo é porque é importante para mim. Entenda-se que não é querer passemelhar-me a alguém e sim realizar algo que me diz algo.
Mas há uma coisa que atualmente ando a invejar e que estou a ter grandes problemas em obter e que se agrava porque envolve uma pontinha de ciúme. Queria mesmo saber surfar, como as raparigas que hoje vejo aqui e que entram acompanhadas dos seus namorados ou sozinhas. Quero acompanhar o meu em vez de ficar aqui diz sozinha no areal. E sim quero provar que sou capaz, como a ex dele, mesmo que isso seja uma coisa minha e que lhe é indiferente.
Mas não tenho vida para isto... Mas queria tanto ter.