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domingo, 26 de abril de 2015

Se...

Se tudo tivesse corrido bem, faltaria um mês.
Um dia qualquer destes irá faltar um mês! Eu sei!
Mas quanto mais tempo passar e se a vida não moderar a sua brutalidade,  menos força irei ter para acreditar nisso, para imaginar, para planear, para concretizar...
Se continuar assim, sei que continuarei a ser a mais resiliente... mas tornar-me-ei vazia de sentimento... e há quem diga que nunca serei feliz...

sábado, 8 de março de 2014

Não sei...

Não sei o que se passa contigo... dentro de ti...
Sei que queres que te entenda só com um olhar... Mas saberás tu a quantidade de palavras que são precisas para que duas almas se entendam em silêncio num qualquer momento?
Eu não sei... Só posso suspeitar.

Não sei o que se passa connosco. Será a rotina dos dias a eliminar o romantismo, como acontece com todos? - Nós não jurámos ser diferentes? - Ou serão as zangas a quebrar o encantamento? - Poderão elas quebrar o sentimento? - Não sei...

Sei que tu ainda me queres ao teu lado. Mas estás diferente... não te sinto da mesma forma... não te quero perder... não quero perder a noção de quem és e de como te compreender.

E aqui estou a forçar e a esperar. A ler e a reler. A ver e a reviver. (Im)Pacientemente a aprender de novo, a mostrar de novo, a conquistar de novo.
Mas se sempre fui conquistada... não sei... não sei... não sei se persista... por quanto mais tempo durará este "jogo"?

Não sei...

sexta-feira, 7 de março de 2014

Será que...

"Não são os felizes que agradecem a felicidade.
São os que agradecem a felicidade que são felizes."
Pedro Chagas Freitas

... se eu deixar de pensar em ser feliz, começarei a sentir-me plenamente feliz?!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Não te desligues de mim...

Fecha portas, tranca malas, dificulta acessos...
O mistério não reina mais aqui...
Havia segredos a revelar e a confiança de que não os iria descobrir...
Agora faz o que quiseres para manter esse espaço teu... já não serve de nada... já não o quero... ele nunca seria meu...
Magoas-me? Sim... não nego... não escondo o que é óbvio aos teus olhos...
Percebo que me castigues... não te ajuda, mas percebo...
Tranquila não estou... talvez já nunca fique...
Faz o que quiseres... fecha portas, tranca malas, dificulta acessos... mas não me mintas... não finjas que não tens saudades minhas, que não te faz falta percorrer os dedos pelo teclado para me dizer que estás a pensar em mim...
Receio mordaz este de que não estejas mesmo a mentir e que o estejas a fazer sem ser para mim...
Fecha porta, tranca malas, dificulta acessos... podes fazê-lo, mas estás errado... não me devias excluir a mim.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Sou fera ferida, no corpo, na alma e no coração

Já dizia a música... (os brasileiros fazem milagres com a nossa língua, ao espalhar tamanho charme e profundidade)...

Sou realmente fera ferida.
Um jovem padre dizia há umas semanas que o animal mais perigoso da selva é aquele que estiver ferido.
Não podia estar mais de acordo.

Acordar e constatar que a vida é real e dura, tentar sorrir e acreditar que o bem vai levar a melhor, olhar ao espelho e reconhecer as minhas qualidades e os meus defeitos e fazer as pazes comigo mesma, tomar um banho para limpar a transpiração de uma noite sofrida...
E então, abrir o armário e a gaveta da roupa interior, olhar para o conteúdo e começar a vestir "uma capa"... fatal, implacável, sedutora, indestrutível, que sabe o que quer e quem quer... mesmo que por dentro um medo aperte o coração e provoque um calafrio.

Ninguém irá perceber, ele não pode perceber...

Estás linda, forte, poderosa...

Toda a mulher é insegura, mas a insegurança não é sexy, não fascina, não desperta interesse e desejo. É preciso esconder, vestir a capa... e, ferida, caminhar.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Pronto, fiz m€rd@...

A vida massacra uma vez e pensamos que aprendemos.
O problema é que quando nos magoam deixam nódoas negras difíceis de curar. E se a vida nos volta a massacrar, podemos gritar mais depressa e mais alto com as dores, sem pensar friamente no que está a acontecer.
Enfim, para erro igual em pessoas diferentes a reação pode ser diferente. Mas a reação a um momento fraqueza nosso nunca é boa... especialmente se acabamos por descobrir uma fraqueza da outra pessoa.
Quando se trai a confiança "ao mesmo tempo", os dois ficam absurdamente magoados. Seria lógico que curassem as feridas no amor, se ele existir.
Poderão voltar a confiar plenamente um no outro. Se não mudarem as atitudes e ações, então não.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Há qualquer coisa...

Há qualquer coisa que eu quero, mas não sei definir. Há qualquer coisa que busco, mas não sei se estou no caminho certo para a encontrar. Há qualquer coisa que me faz falta, embora saiba que nunca a tive.
É preciso confiar no incerto. É preciso construir sem medo de falhar, sem receio de perder tempo. Porque a felicidade não deve ser o fim, mas o caminho!
Mas que fazer, quando parte de mim quer voar e a outra parte ainda não sabe que tem asas?

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Nem sempre é fácil começar...

... Pelo menos para mim.

Começar implica sempre uma reflexão sobre se é possível continuar e eu gosto de iniciar apenas os projetos que eu possa transformar em hábitos ou parte integrante da minha vida.

Em relação a este blogue, o problema está em dar início a um repositório de ideias, palavras e imagens que acabe por ficar esquecido no mundo dos bytes se a rotina diária se impuser. Ou então, o medo de começar algo que acabe por se tornar uma fonte de stress para mim, dada a minha mania pelo perfeccionismo. Sim porque eu já me conheço e, como diz a minha psicoterapeuta, não perco uma oportunidade de me autocriticar e de me autopunir.

Bom, depois de muito pensar, creio que não vem mal ao mundo fazer da blogosfera o meu "muro das lamentações" ou o canto das minhas memórias e das minhas observações.

Dou-lhe o nome do meu primeiro blogue para o honrar e continuar (modéstia à parte, havia bons textos nele) e porque, tal como no passado, este título acaba por me escudar... Estarei aqui às vezes, as vezes que forem possíveis ou necessárias para mim e só isso.